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Coerência na Vida Cotidiana

Hoje começaremos a compartilhar com vocês os ensinamentos no nosso querido amigo Vitor Caruso Jr. O texto que selecionamos para esta abertura do trabalho do Vitor aqui no blog é antigo, ele escreveu em 2005, mas muito atual. Tenho certeza que vão aproveitar!

Abraços

Carol Vermelho

 

Tenho em frente a minha a mesa no escritório um quadro de Gandhi, com a seguinte frase:

“Felicidade é quando o quer você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia.”

Esta busca por coerência foi o que me fez colocar este quadro a minha frente, mantendo presente algo que sempre busquei, mas confesso, nunca tive pleno sucesso.

Quantas vezes, na minha vida profissional, não preparei demissões, ou decisões, para serem anunciadas na sexta-feira no final de tarde, e na segunda-feira seguinte começava a semana com o discurso: “O importante são as pessoas, pois sem ela, as empresas são apenas mesas e cadeiras…”

Vocês já viram um pai dizer ao seu filho: “Não minta, isto é muito feio”? E depois dizer: “se o telefone for para mim, diga que não estou”.

Uma vez, minha querida amiga, a Profa. Lia Diskin, mostrou-me como somos avessos a emoções negativas como ódio e vingança, mas continuamos a replicar tais emoções ao ensinar nossas crianças a revidar uma pancada no canto da mesa.

Alguém alguma vez já gritou: NÃO GRITE COMIGO!?

Quanta incoerência entre meu pensar e meus gestos!

Achei bonito, outro dia, ao ler o editorial da Vida Simples, quando foi colocado como a revista prega o bem-estar e a simplicidade, e muitas vezes o pessoal que trabalha na revista está longe do ideal por ela mesma colocado. O fato de perceber-se desta forma é um importante passo no caminho de se alcançar esta coerência.

Rir de si mesmo, e desculpar-se, talvez sejam as ações seguintes nesta busca de evolução.

Estive mais de 15 dias com Sua Santidade, o Dalai Lama, nestes meses de junho, e julho (seu mês de aniversário), e ele estava sempre rindo, ria quando bocejava de cansaço, ria quando encontrava um velho monge amigo, ria dos guardas de sua segurança. Em entrevistas, ri do fato de ser monge, e não conhecer mulheres, ri de seu cachorro, ri do seu gosto por relógios, ri dos chapéus usados nas cerimônias, e assim segue… Centenas de pessoas, esperavam o dia inteiro, para ver ele passar, e distribuir seu sorriso. Você é capaz de rir de suas manias, de suas dificuldades, de si próprio?

Não sou perfeito, assim como muitos de nós, e cometo vários pecados como por exemplo o da impaciência, ou rispidez, por exemplo. O que realmente é uma grande incoerência com uma pessoa que acredita em ideais de paz e não-violência. Porém, veja só, ao perceber isto, e ter a humildade de dizer: Desculpe-me! Errei! A coerência pode começar a ser restabelecida. Estar atento aos próprios enganos, praticando a plena atenção aos nossos gestos é um ideal a ser buscado, e quando este falhar. Desculpe-se. E caso você não concorde com o que está escrito acima. Desculpe-me!

Vitor Caruso Jr

One response »

  1. Para quem gostou do texto é bom saber que faz parte de um capítulo do livro Zen Yoga.

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